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Taxa de Desemprego no Primeiro Trimestre chega a 6,1%, o Nível mais Baixo da História

Taxa de Desemprego no Primeiro Trimestre chega a 6,1%, o Nível mais Baixo da História

30 de abril de 2026

Autores:

Bruno de Freitas Moura - Reporter da Agencia Brasil


Desemprego no Brasil: Primeiros Dados de 2026 Revelam Quadro Misto

A taxa de desemprego do Brasil no primeiro trimestre de 2026 registrou 6,1%, subindo em relação aos 5,1% do último trimestre de 2025. Embora a comparação indique um aumento, esta é a menor taxa de desocupação para um primeiro trimestre desde 2012, conforme revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mesmo período do ano passado, a taxa era maior, atingindo 7%. Em termos absolutos, 6,6 milhões de brasileiros estavam em busca de emprego, um aumento de 19,6% (equivalente a 1,1 milhão de pessoas) em relação ao quarto trimestre de 2025, mas uma diminuição de 13% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

O número total de ocupados alcançou 102 milhões, uma queda de 1 milhão frente ao último trimestre de 2025, mas uma alta de 1,5 milhão quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Dinâmicas Sazonais no Mercado de Trabalho

De acordo com Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, o comportamento do mercado no primeiro trimestre é influenciado por fatores sazonais. A redução de trabalhadores é típica nesta época do ano, devido, em parte, ao fechamento de contratos temporários em setores como comércio e educação.

Todas as 10 categorias de atividade analisadas apresentaram estagnação ou queda no número de ocupados. As mais afetadas foram o comércio (-1,5%, ou 287 mil pessoas), administração pública (-2,3%, ou 439 mil pessoas) e serviços domésticos (-2,6%, ou 148 mil pessoas).

Informalidade em Queda

Embora a taxa de desemprego tenha aumentado, um dado positivo emergiu: a informalidade no mercado de trabalho teve uma leve queda. No primeiro trimestre, 37,3% da população ocupada era informal, representando 38,1 milhões de trabalhadores sem direitos trabalhistas garantidos. Em 2025, esse percentual era de 37,6%, e em 2025, de 38%.

Além disso, o total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado se manteve em 39,2 milhões, com um crescimento anual de 1,3% (504 mil pessoas a mais). Em contrapartida, o número de trabalhadores sem carteira no setor privado recuou 2,1% (menos 285 mil), estabilizando em 13,3 milhões.

O segmento de trabalhadores autônomos se manteve inalterado em 26 milhões, mas destacou um crescimento de 2,4% ao comparar com o primeiro trimestre de 2025.

A Pesquisa e Seus Critérios

A Pnad avalia o mercado de trabalho para pessoas a partir de 14 anos, considerando diversas modalidades de ocupação, tanto formais quanto informais. Para o IBGE, uma pessoa só é considerada desempregada se tiver buscado ativamente uma vaga 30 dias antes da coleta de dados. A pesquisa abrange 211 mil domicílios em todo o país e no Distrito Federal.

Em complemento, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, informa que março contabilizou um saldo positivo de 228 mil novas vagas formais, resultando em um total de 1,2 milhão de postos criados nos últimos 12 meses.

Em suma, o primeiro trimestre de 2026 evidencia uma recuperação tímida no mercado de trabalho, com nuances que refletem tanto desafios quanto oportunidades emergentes.



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