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Presidente do Equador revela infiltração de guerrilheiros colombianos pelo território nacional

Presidente do Equador revela infiltração de guerrilheiros colombianos pelo território nacional

29 de abril de 2026

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Guerrilheiros colombianos invadem o Equador, afirma presidente Daniel Noboa

Na última sexta-feira, 29 de abril de 2026, o presidente do Equador, Daniel Noboa, acusou o governo colombiano, liderado por Gustavo Petro, de instigar a entrada de guerrilheiros colombianos em território equatoriano. Noboa usou sua conta no X (antigo Twitter) para fazer a denúncia, solicitando que o presidente colombiano priorizasse as questões internas do país em vez de "exportar problemas" para a nação vizinha.

As afirmações de Noboa intensificam a recente escalada de tensões entre os dois países, que se manifestou em uma disputa comercial. No último mês, Noboa impôs uma tarifa sobre produtos colombianos, alegando que a Colômbia não estava tomando as medidas necessárias para proteger as fronteiras. A taxa, que começou em 30%, aumentou para 50% e deve atingir 100% a partir de 1º de maio.

Em resposta, a Colômbia iniciou um processo contra o Equador por suposto descumprimento de normas comerciais da Comunidade Andina. O cenário já era complicado: a crise diplomática se agravou em 16 de março, quando um ataque aéreo em território colombiano resultou na descoberta de 27 corpos carbonizados. O governo colombiano acusou o Equador de ser responsável pelo ataque, situação que se encontra sob investigação. Petro, ao comentar o episódio, ressaltou que não busca guerra, pedindo intervenção internacional, incluindo um apelo a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Do lado equatoriano, Noboa refutou as acusações de incursão de suas forças no território colombiano e explicou que as operações militares em andamento almejam combater grupos armados envolvidos com o narcotráfico dentro do Equador. Apesar de reconhecer bombardeios, Noboa frisou que estes foram direcionados a acampamentos pertencentes a organizações criminosas.

O Equador, atualmente, enfrenta altos índices de violência, com uma taxa de homicídios de 52 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo dados do Observatório do Crime Organizado. O desdobramento dessa crise diplomática e militar entre os dois países é uma questão que continua a exigir atenção internacional e diálogos por soluções pacíficas.



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