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Conselho de Ética posterga deliberação sobre investigação de deputados envolvidos em atos golpistas

Conselho de Ética posterga deliberação sobre investigação de deputados envolvidos em atos golpistas

28 de abril de 2026

Autores:

Luciano Nascimento



Um pedido de vista adiou a análise da representação contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, onde são investigados por quebra de decoro. A investigação se refere ao incidente de agosto do ano passado, quando os parlamentares invadiram a mesa diretora da Câmara, impedindo o presidente da Casa, Hugo Motta, de assumir sua posição no plenário.

O relator do caso, deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE), sugeriu uma suspensão de dois meses para os três parlamentares envolvidos no ato. Essa manifestação ocorreu em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e em apoio à proposta de anistia para os atos golpistas de 8 de janeiro.

Rodrigues enfatizou a necessidade de uma reprimenda severa: “Esta Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza.” Ele destacou ainda que “não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação.”

Além das acusações principais, Pollon também enfrenta outra representação relacionada ao mesmo episódio. O deputado Ricardo Maia (MDB-BA) recomendou uma suspensão de 90 dias para Pollon por sua conduta durante a ocupação do plenário, incluindo ofensas pessoais dirigidas a Hugo Motta.

O pedido de vista foi protocolado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), o que implica que o colegiado deverá deliberar sobre as punições na próxima semana.



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