Irã se revela mais robusto do que o Ocidente imaginava, diz chanceler alemão
Em meio às tensões do Oriente Médio, o chanceler alemão Friedrich Merz admitiu, nesta segunda-feira (27), que os países ocidentais subestimaram o potencial do Irã, que se mostrou mais forte do que se pensava.
Durante um evento educacional em Marsberg, na Renânia do Norte-Vestfália, Merz observou: "Os iranianos têm demonstrado uma força superestimada em comparação com nossas avaliações, e os EUA aparentam não ter uma estratégia convincente para as negociações de paz na região". Essa constatação levanta questões sobre a eficácia da abordagem norte-americana no atual cenário de conflito.
O chanceler também não descartou a possibilidade de que os Estados Unidos enfrentem um entrave prolongado. Segundo ele, enquanto os EUA se veem em uma posição delicada, "o lado iraniano tem atuado com muito mais eficácia nas negociações, provocando uma ‘humilhação’ estratégica aos americanos".
Além de criticar a postura de Washington e Tel Aviv, Merz expressou sua frustração ao afirmar que o tempo de resolução do conflito foi mal avaliado. "Estou desapontado, pois os EUA e Israel inicialmente acreditaram que essa situação se resolveria em poucos dias. Hoje, é evidente que isso não ocorreu", declarou durante a coletiva à imprensa em Berlim.
O chanceler também fez um apelo para o fim imediato do conflito, alertando que as consequências já repercutem na economia da Alemanha. "Neste momento, a situação é extremamente complicada e está nos custando muito dinheiro", destacou, referindo-se ao impacto que o conflito tem gerado em Berlim e nos mercados europeus.
Merz enfatiza a urgência de uma solução diplomática para o impasse, ressaltando que a pacificação é fundamental não apenas para o Oriente Médio, mas também para a estabilidade econômica global.
