China Rejeita Sanções da UE Contra a Rússia e Anuncia Resposta
A China manifestou descontentamento neste sábado (25) em relação à inclusão de empresas chinesas no 20º pacote de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia, exigindo a remoção imediata dessas entidades da lista. A informação foi divulgada pelo Ministério do Comércio da China.
O comunicado destaca que, apesar das repetidas objeções de Pequim, o bloco europeu incorporou seis empresas chinesas no novo conjunto de sanções antirrussas, ignorando os apelos da nação asiática. “A UE, ao desconsiderar as reiteradas manifestações e objeções da China, tomou uma postura flagrante que não podemos aceitar”, afirmou o ministério.
Pequim, em sua defesa, promete adotar medidas para proteger os direitos e interesses legítimos de suas empresas, além de advertir que a UE poderá arcar com as consequências de suas ações. "Tomaremos as medidas necessárias para proteger resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas", reiterou o comunicado.
Entre as empresas afetadas estão nomes como Brightmile, Yangzhou Yangjie Electronic Technology, e Shenzhen Yidian Aviation Technology.
Na última quinta-feira, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, anunciou a adoção definitiva do 20º pacote de sanções contra a Rússia. Desde o início da operação militar russa na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, cerca de 23.960 sanções individuais e setoriais já foram impostas contra Moscou.
O presidente russo, Vladimir Putin, por sua vez, argumenta que a política de contenção ocidental é parte de uma estratégia de longo prazo e tem um impacto significativo na economia global.
Com a escalada de tensões, a situação permanece crítica tanto para as relações sino-europeias quanto para a dinâmica das sanções internacionais.
