Taxação sobre Compras Internacionais Garante 135 mil Empregos e Fortalece Mercado Interno, Afirma CNI
A recente tributação sobre compras internacionais de baixo valor, comumente chamada de "taxa das blusinhas", teve um impacto significativo no mercado de trabalho brasileiro, preservando aproximadamente 135 mil empregos. Os dados foram apresentados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026.
Segundo o levantamento da CNI, essa política tributária não apenas controlou a entrada de produtos importados, mas também incentivou o fluxo de recursos dentro do Brasil. O estudo revela que cerca de R$ 4,5 bilhões em importações foram evitadas, enquanto aproximadamente R$ 19,7 bilhões foram mantidos em atividades no mercado interno.
A análise, que leva em conta informações de 2025, compara o volume projetado de remessas internacionais com o que foi efetivamente registrado após a implementação da taxa. No que diz respeito à arrecadação, houve um aumento expressivo, que subiu de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.
Instituída em agosto de 2024, a "taxa das blusinhas" aplica uma alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conforme o programa Remessa Conforme. A tributação é cobrada no ato da compra, o que melhora o controle e diminui a ocorrência de irregularidades.
Com a implementação dessa medida, o número de encomendas internacionais caiu consideravelmente. Enquanto em 2024 foram registradas 179,1 milhões de remessas, no ano seguinte esse número diminuiu para 159,6 milhões. Sem a taxação, a previsão inicial da indústria apontava para um total superior a 205 milhões de pacotes.
Além da redução no volume de importações, a CNI destaca que a tributação ajudou a combater práticas como subfaturamento e fragmentação de pedidos, que eram frequentes no comércio eletrônico internacional. A exigência de recolhimento antecipado do imposto aprimorou a fiscalização das transações comerciais.
A avaliação da CNI é positiva quanto aos resultados da nova política tributária, que, segundo a entidade, fortaleceu a indústria nacional, gerando um efeito benéfico sobre o emprego e a renda. Essa medida é vista como uma estratégia eficaz para minimizar a concorrência desleal de produtos importados.
