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Sete Deputados Acumulam R$ 1,5 Bilhão em Emendas, Revelando Disparidades na Câmara, Afirmam Veículos de Imprensa

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Sete Deputados Acumulam R$ 1,5 Bilhão em Emendas, Revelando Disparidades na Câmara, Afirmam Veículos de Imprensa

21 de abril de 2026

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Sete Deputados Controlam R$ 1,5 Bilhão em Emendas e Revelam Desigualdade na Câmara

Um levantamento realizado pela Folha de S.Paulo revela que, em 2025, sete deputados concentraram a impressionante quantia de R$ 1,5 bilhão em emendas de comissão, representando cerca de 20% do total disponibilizado pela Câmara dos Deputados. Essa cifra se destaca em um contexto onde esses parlamentares equivalem a apenas 1,4% do total de deputados.

Enquanto isso, os demais 423 parlamentares receberam em média R$ 14 milhões cada, com um número significativo, 83 deputados, sequer registrando propostas de emenda. A disparidade nas distribuições levanta preocupações sobre a equidade no acesso aos recursos públicos.

O deputado que liderou as indicações foi Julio Arcoverde (PP-PI), com R$ 244,3 milhões, beneficiado por sua posição na presidência da Comissão Mista de Orçamento. Sua assessoria declarou que todos os recursos foram utilizados de forma "legal e transparente", com foco em áreas essenciais como infraestrutura e saúde no Piauí.

Em segundo lugar, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou R$ 180,5 milhões, com quase metade destinada a municípios governados por prefeitos que apoiam a pré-candidatura de seu pai ao Senado. Motta defendeu a divisão dos recursos como consequência de um "acordo entre os três Poderes", seguindo critérios estabelecidos pelas lideranças partidárias.

Na sequência, Marcos Pereira (Republicanos-SP) indicou R$ 138,2 milhões, afirmando que líderes partidários historicamente têm maior acesso a recursos e que sempre priorizou a transparência nas indicações. Entre as lideranças de partidos como PP, União Brasil, Republicanos e PL, a soma ultrapassa R$ 930 milhões, embora essa prática possa encobrir a origem real das emendas.

Importante ressaltar que a maioria dos deputados de oposição ficou sem acesso a esses recursos, exceto alguns do PL em posições estratégicas. De acordo com parlamentares, havia um entendimento prévio de que cada membro da base governista poderia indicar pouco mais de R$ 10 milhões, com variações apenas para líderes e presidentes de comissões.

A pesquisa da Folha enfatiza que apenas sete deputados ultrapassaram o limite de R$ 100 milhões em suas indicações, contrastando com mais de 400 deputados que não superaram a marca de R$ 80 milhões. Essa desigualdade não só é criticada por parlamentares como também é vista como uma possível influência nas eleições de 2026, uma vez que a votação das emendas ocorreu de forma fragmentada ao longo do ano.



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