Universidade de São Paulo Avança na Transição Energética com Iniciativa de Minigeração Fotovoltaica em São Carlos
Em resposta ao crescente clamor global por ações efetivas contra a crise climática, a Universidade de São Paulo (USP) tem se destacado como protagonista em iniciativas de sustentabilidade. Durante sua 32ª edição do Programa de Verão, realizada entre 3 e 7 de fevereiro de 2025, a instituição promoveu o curso "Saúde Planetária no Antropoceno: Que Conexões com a Saúde? Que Determinantes Sociais? Que Ações Intersetoriais e Interdisciplinares?", que buscou refletir sobre o impacto das transformações climáticas na saúde e no meio ambiente.
Nesse contexto, a expressão “transição energética” ganhou destaque, referindo-se à crescente adoção de fontes de energia renováveis e limpas na matriz elétrica brasileira. Essa transformação é impulsionada pela necessidade de garantir a segurança do sistema elétrico, por meio da diversificação das fontes, e pela urgência de combater as mudanças climáticas, visando reduzir emissões de gases de efeito estufa. A transição, que já vem sendo discutida há anos, tem se acelerado com o avanço tecnológico e a redução de custos das energias renováveis.
Neste movimento, a importância das universidades se torna cada vez mais evidente. Legisladores, cientistas, engenheiros e consumidores têm papéis decisivos para tornar a transição energética uma realidade. A USP, através do Programa USP Sustentável e do Grupo de Trabalho de Transição Energética, vem implementando diversas ações que buscam descarbonizar suas operações e promover a eficiência energética em seus campi.
No campus da USP de São Carlos, está em andamento um projeto de minigeração distribuída que utiliza energia fotovoltaica para atender até 20% do consumo energético da instituição. Liderado pelos professores Elmer Pablo Tito Cari e Luis Fernando C. Alberto, o projeto foi concebido com a colaboração de alunos e possui previsão de abertura de licitação para abril de 2025.
O trabalho foi estruturado em várias fases. A primeira etapa envolveu uma análise detalhada do consumo de energia do campus, que é dividido em duas áreas, cada uma com diferentes unidades consumidoras. Em seguida, a seleção dos locais adequados para a instalação dos painéis fotovoltaicos foi realizada com o uso de drones, que mapearam as edificações para identificar potencial de sombreamento e compatibilidade estrutural.
Após cuidadosa análise, foram identificados 26 prédios que atendem aos critérios necessários para a instalação dos sistemas fotovoltaicos, além de um sistema adicional instalado em solo. O potencial total das instalações é de 1,91 MW, capaz de gerar anualmente 2.771,86 MWh, volume suficiente para abastecer cerca de 923 famílias.
A execução do projeto não só contribuirá para a redução da pegada de carbono da USP, evitando a emissão de 238 toneladas de CO2 por ano, como também propiciará economia e eficiência no uso de energia, reforçando a relevância das instituições educacionais na luta contra a crise climática.
Todas as etapas do projeto estão disponíveis para consulta no portal sustentável da USP em São Carlos, um espaço dedicado a promover a transparência e o compartilhamento de informações sobre as iniciativas de sustentabilidade da universidade.
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