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SUS Adota Novo Exame Molecular para Substituir o Papanicolau e Aperfeiçoar Diagnósticos – Jornal da USP

SUS Adota Novo Exame Molecular para Substituir o Papanicolau e Aperfeiçoar Diagnósticos – Jornal da USP

2 de abril de 2025

Autores:

Redação


Novo Teste de DNA HPV Pode Aumentar Intervalo entre Exames e Aliviar Sistema de Saúde, Afirma Especialista

O Sistema Único de Saúde (SUS) está se preparando para implementar uma significativa mudança na detecção do HPV, substituindo o tradicional exame Papanicolau por um teste molecular mais avançado, que analisa o DNA do vírus. A Professora Luisa Lina Villa, da Faculdade de Medicina da USP e chefe do Laboratório de Inovação em Câncer, detalhou os benefícios dessa transição: “A alteração ocorre porque, ao identificar a presença do HPV, temos uma metodologia mais precisa que pode modificar a frequência dos exames, aumentando o intervalo de retorno em até cinco anos, ao invés dos três anos exigidos pelo Papanicolau”, disse.

O novo exame, além de ser mais sensível, promete não apenas otimizar o cuidado com a saúde das mulheres, mas também aliviar a pressão sobre o sistema de saúde. A professora ressalta a importância dessa mudança numa época em que o HPV está relacionado a 99% dos casos de câncer cervical, conforme informado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Ambos os testes são essenciais para a avaliação da saúde do colo do útero e a detecção de infecções, além de possíveis tumores. No entanto, com o avanço tecnológico que propõe a utilização do DNA HPV, a expedição ao médico poderá se tornar menos frequente, garantindo um diagnóstico mais eficiente e o acompanhamento adequado das mulheres.

A Dra. Villa destaca que o HPV é um vírus comum que geralmente não causa doenças em jovens. “Muitas pessoas são expostas ao vírus no início da vida sexual, mas, na maioria dos casos, ele não se manifesta antes dos 30 anos, período em que os riscos de lesões e câncer aumentam significativamente”, explica.

Para garantir que a população jovem receba o devido cuidado preventivo, os especialistas recomendam que as mulheres a partir dos 30 anos priorizem o novo teste. Combinando essa nova abordagem com a citologia e a colposcopia, será possível identificar a presença do vírus de alto risco e as doenças associadas de forma mais rápida e eficaz. Para as mulheres mais jovens, a continuidade dos exames preventivos é essencial, embora o novo teste seja direcionado principalmente àquelas com maior risco.

A prevenção do câncer do colo do útero também passa pela vacinação de meninas e meninos na faixa etária de 9 a 14 anos, um passo importante na erradicação do vírus e, consequentemente, da doença. “Procuramos conscientizar a população sobre a importância de combinar a vacina, a triagem e os novos testes para uma abordagem mais eficaz contra o câncer do colo do útero”, conclui Luisa Lina Villa.

Com essas mudanças, espera-se que o SUS não apenas otimize recursos, mas também ofereça um cuidado mais eficaz para a saúde das mulheres, podendo impactar positivamente a mortalidade causada por essa doença na população brasileira.



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