Presidente sanciona lei que permite optar por regime de tributação do Imposto de Renda apenas na hora do recebimento do benefício da previdência complementar
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Presidente sanciona lei sobre regime de tributação de planos de previdência complementar
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 14.803/24, que traz mudanças significativas para os participantes de planos de previdência complementar. A partir de agora, os beneficiários poderão optar pelo regime de tributação do Imposto de Renda (regressivo ou progressivo) somente no momento em que forem receber o benefício ou resgatar os saldos acumulados.
A nova norma, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (11), é fruto do Projeto de Lei 5503/19, do Senado. Na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, a proposta recebeu parecer favorável da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), e foi aprovada em outubro do ano passado.
De acordo com o texto publicado, a lei altera a Lei 11.053/04 e terá abrangência sobre planos de previdência (PGBL ou VGBL), Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) e seguros de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência.
No regime regressivo, a alíquota do Imposto de Renda sobre os saques diminuirá conforme o tempo de aplicação do dinheiro, variando de 35% para depósitos com até dois anos, para 10% naqueles com dez anos ou mais. Já o regime progressivo seguirá a tabela do IR, com alíquotas de 0% (isento) a 27,5%.
A lei sancionada também permitirá aos participantes que já fizeram a opção uma nova escolha até o momento da obtenção do benefício ou do primeiro resgate. Anteriormente, a escolha pelo regime do IR deveria ser feita até o último dia útil do mês subsequente ao ingresso no plano de previdência.
Da Reportagem/RM
Edição – Marcia Becker