
A lista com supostos repasses do Grupo Odebrecht para políticos de 24 partidos se tornou o centro de conversas de bastidor dos parlamentares que ainda estavam ontem em Brasília. A apreensão no Congresso com a possibilidade de divulgação de nomes de políticos beneficiados com recursos da Odebrecht permeou as conversas, e a divulgação de que a empreiteira faria uma “colaboração definitiva” preocupava os deputados.
— Ali vai ter problema para todo mundo. Mas quem fez que pague — disse um líder da oposição, que pediu para não ser identificado.
No PT, os rumores de que a lista poderia trazer nomes da oposição gerou uma expectativa diferente.
— O PT já está tomando tanta pancada e sem critério que, uma a mais ou a menos, é só mais uma. Mas como há essa proteção à oposição, há de se louvar se surgirem nomes daqueles que nos atacam desenfreadamente — disse um parlamentar petista, que também pediu anonimato.
Depois de conhecida a lista e também a decisão do juiz Sérgio Moro em torná-la sigilosa, além do anúncio do Ministério Público de que a delação da Odebrecht não foi homologada, o líder do PT, Afonso Florence (BA), comentou:
— Quem acata delação, tem que investigar. E quem não acata, tem que tornar público porque não acatou. Nos dois casos isso é importante para que a ação não vire objeto de disputa política.
Alguns citados afirmaram que receberam os valores de forma legal, com declaração em suas prestações de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
