O Brasil não reconhece a vitória de Maduro nas eleições de junho
No entanto, o chanceler Mauro Vieira conversou com a diplomacia venezuelana tanto em Nova York, em setembro, como na cúpula dos Brics em Kazan, na Rússia, na última semana.
Maduro critica Amorim
Além do veto à adesão ao Brics, o motivo alegado seria ainda o comportamento de Celso Amorim, assessor especial de Lula para Assuntos Internacionais. Caracas anunciou que “convocou hoje o Encarregado de Negócios da República Federativa do Brasil para manifestar o seu mais firme repúdio à ingerência recorrente e às declarações grosseiras de porta-vozes autorizados pelo governo brasileiro”.
Amorim vem se “comportando mais como um mensageiro do imperialismo norte-americano”, segundo o texto. O assessor de Lula é a pessoa que, desde o início do governo, foi destacado para negociar uma aproximação entre a oposição venezuelana e Maduro, e trabalhar para o fim das sanções americanas contra o país.
Os atritos entre o Brasil e a Venezuela parecem longe de chegar a um fim, com críticas mútuas sendo trocadas constantemente entre os representantes dos dois países. A não aceitação da vitória de Maduro nas eleições de junho foi apenas o início de uma série de discussões e posicionamentos opostos.
O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, tem buscado dialogar com a diplomacia venezuelana, apesar das divergências. Essas negociações ocorreram tanto em Nova York, durante reuniões internacionais, quanto na cúpula dos Brics realizada em Kazan, na Rússia, recentemente.
Por outro lado, Maduro não poupou críticas ao ex-assessor de Lula, Celso Amorim, a quem acusou de se comportar como um intermediário do imperialismo norte-americano. A rejeição à adesão ao grupo dos Brics e acusações de ingerência por parte do Brasil alimentam a tensão entre os dois países.
Com a incerteza sobre as relações bilaterais entre Brasil e Venezuela, resta aguardar para ver como essas questões serão resolvidas e se haverá possibilidade de um entendimento mútuo no futuro próximo.