Para alcançar esse objetivo, é necessário reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 42% até 2030 e 57% até 2035. Atualmente, as metas estabelecidas no Acordo de Paris não estão sendo cumpridas, o que coloca em risco a estabilidade do clima global. Mesmo a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) até 2030 resultaria em um aumento de 2,6ºC na temperatura, acima do limite estipulado.
Fica evidente a urgência de ações concretas e imediatas, como ressalta o secretário-geral da ONU, António Guterres. Ele destaca a importância de fechar a lacuna de emissões durante a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), a ser realizada em novembro. Além disso, a atualização das NDCs até 2025 se torna indispensável para garantir um futuro mais sustentável.
O relatório também aponta caminhos para alcançar as metas estabelecidas, como a adoção de tecnologias limpas na geração de energia e a gestão adequada das florestas. Investimentos entre US$ 0,9 a 2,1 trilhões por ano serão necessários para financiar as ações até as emissões líquidas zero em 2050.
Diante das conclusões alarmantes apresentadas pelo PNUMA, é fundamental que os países assumam sua responsabilidade e ajam de forma efetiva para combater as mudanças climáticas. O tempo para ação é agora, e o cenário futuro dependerá das decisões tomadas nos próximos anos. A sustentabilidade do planeta está em jogo, e a colaboração global se faz cada vez mais urgente.