Raiva contra a gestão Biden cresce duas semanas antes das eleições
A duas semanas das eleições, a raiva é palpável contra a gestão Biden, acusada de apoiar Israel com sua ajuda financeira e militar, e com seus vetos nas Nações Unidas para proteger o seu aliado.
Para Marwan Faraj, um empresário libanês de 51 anos, os democratas ignoraram a mensagem das primárias de fevereiro, quando mais de 100.000 eleitores votaram em branco para protestar contra a sua política no Oriente Médio.
“É um tapa na cara e vamos devolver. Eles apoiaram esta limpeza étnica e este genocídio desde o primeiro dia, com o dinheiro dos nossos impostos”, diz ele.
Diferentemente de 2020, quando apoiou Biden, o Comitê de Ação Política Árabe-Americano, uma influente organização política local, pediu à comunidade que não votasse “em Harris ou Trump”, que “apoiam cegamente o criminoso governo israelense liderado por extremistas de direita”.
Para Ronald Stockton, a raiva vai além da comunidade árabe-americana, razão pela qual “esta guerra é muito perigosa para os democratas”.
– “Coração partido” –
Entretanto, algumas vozes alertam para o “risco” de uma possível vitória de Trump, que reconheceu Jerusalém como capital de Israel quando estava na Casa Branca.