Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública, a Polícia Militar foi acionada para intervir na situação, e ao chegar ao local foi confirmado que a mulher havia sido acusada de furto por um funcionário da farmácia. A cliente relatou ter sido vítima de racismo durante o ocorrido, o que levou o empregado a reconhecer o erro e pedir desculpas.
A repercussão do caso levou a RD Saúde, responsável pelas empresas Droga Raia e Drogasil, a se posicionar oficialmente, lamentando o episódio e se solidarizando com a cliente. Além disso, a empresa decidiu desligar os funcionários envolvidos no incidente, reforçando que a conduta adotada não condiz com os treinamentos de atendimento e diversidade oferecidos aos colaboradores.
Vale ressaltar que, desde janeiro de 2023, os crimes de injúria racial e racismo foram equiparados em termos de penalidade, com pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. Ambos são considerados crimes imprescritíveis, não cabendo mais fiança em nenhuma circunstância.
Diante do ocorrido, o Procon-SP notificou a rede Raia Drogasil para prestar esclarecimentos sobre o episódio e identificar a empresa responsável pelos serviços de segurança, a fim de que também seja notificada. A Fundação deu prazo até o dia 29 de outubro para o envio das informações solicitadas e convidou a empresa a aderir aos princípios para o enfrentamento do racismo nas relações de consumo.
O Procon-SP reforça a importância de denunciar atitudes racistas durante relações de consumo, possuindo inclusive um canal específico para essas denúncias, o Procon Racial. A entidade busca informações sobre as providências adotadas pelas empresas após episódios como esse, visando a prevenção e a eliminação de casos semelhantes no futuro.