Análise: Por que Uns Países São Mais Ricos que Outros?
Em 1993, Douglass North ganhou o Prêmio Nobel pelos seus estudos que destacavam o papel das instituições políticas no desenvolvimento econômico. Suas conclusões indicavam que leis e instituições que protegem investidores, garantindo direitos de propriedade e cumprimento de contratos, impulsionam investimentos e inovações, resultando em crescimento econômico.
Mais recentemente, Acemoglu, Johnson e Robinson foram laureados com o Prêmio Nobel por suas pesquisas sobre instituições, expandindo as descobertas de North. Eles ressaltaram que instituições que protegem indivíduos da expropriação governamental são mais relevantes para o desenvolvimento do que aquelas que viabilizam contratos entre pessoas.
Essas descobertas foram resumidas ao público em geral no livro “Por que as Nações Fracassam?”, de Acemoglu e Robinson, que enfatiza a importância de instituições inclusivas para promover a prosperidade e liberdades políticas.
A notícia de que o crescimento econômico da China pode ficar abaixo de 5% em 2024 gerou preocupações, com projeções de desaceleração significativa em relação às décadas anteriores. Países asiáticos como Coreia do Sul, Taiwan e Singapura, juntamente com a própria China, experimentaram crescimento econômico expressivo desde meados do século passado.
Acemoglu e Robinson argumentam que o crescimento chinês pode não ser sustentável devido à concentração de poder nas mãos de uma elite política, o que poderia limitar inovações e crescimento de longo prazo. A economia chinesa cresceu significativamente desde 2012, enquanto o Brasil teve um crescimento modesto este ano.
Embora algumas conclusões do livro dos autores sejam mais respaldadas por evidências do que outras, a relação entre proteção de direitos de propriedade e desenvolvimento econômico é uma conexão forte. No entanto, o impacto da liberdade política no crescimento do PIB ainda carece de evidências robustas.