Segundo o chanceler brasileiro, a intenção da cúpula é fortalecer a parceria entre os integrantes, ressaltando a importância da Rússia, mesmo diante do conflito armado com a Ucrânia desde fevereiro de 2022. Vieira também destacou que um dos pontos centrais dos debates será a possibilidade de novos países se associarem ao Brics.
Com cerca de 30 nações demonstrando interesse em ingressar no grupo, a expansão do Brics tem sido um assunto em destaque. Os líderes presentes na cúpula discutirão as modalidades de participação dos novos membros associados, com critérios a serem definidos ao longo do encontro.
Questionado sobre a possibilidade da Venezuela se tornar um membro associado, Mauro Vieira afirmou que todos os países candidatos têm chances de ingressar. Além disso, a expectativa é que, após a definição dos critérios para a adesão de novos membros, novas associações sejam anunciadas durante o evento.
A presença do chanceler brasileiro se deu em decorrência de um acidente doméstico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o impediu de participar da cúpula. Esta será a primeira reunião do Brics com a inclusão dos novos membros – Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Etiópia – que passam a fazer parte do grupo ao lado do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Com a expectativa da presença de 32 países, sendo 23 representados por líderes de Estado, a cúpula do Brics também deve abordar medidas para reduzir a dependência do dólar no comércio entre os países e fortalecer instituições financeiras alternativas ao FMI e ao Banco Mundial. O grupo, que representa cerca de 36% do PIB global e 42% da população mundial, busca consolidar sua posição como um protagonista no cenário econômico internacional.