Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, o paciente acionou a linha de emergência exclusiva destinada aos pacientes transplantados que receberam órgãos contaminados com HIV. Ele foi imediatamente encaminhado para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz, onde recebeu os cuidados necessários.
Além do atendimento de urgência, o protocolo estabelecido inclui o acompanhamento ambulatorial e psicológico para os pacientes e seus familiares no Hospital Universitário Pedro Ernesto. Uma equipe de especialistas também foi formada para fornecer suporte técnico e aconselhamento aos médicos responsáveis pelo tratamento desses pacientes.
O equívoco no laudo laboratorial que resultou na liberação dos órgãos infectados para transplante foi realizado pelo laboratório Saleme (PCS Labs). Esta unidade diagnosticada privada mantinha um contrato com o governo estadual para realizar exames clínicos para as unidades de saúde da rede estadual, incluindo os serviços de transplante. A polícia está investigando possíveis casos de negligência no controle de qualidade do PCS Labs e já realizou prisões relacionadas ao caso.
A situação gerou grande preocupação entre a população e reforça a importância da rigorosa fiscalização e controle nos processos de análises clínicas e transplantes de órgãos. A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro está atuando incansavelmente para garantir o bem-estar e a segurança dos pacientes afetados por essa grave falha no sistema de saúde pública.