Exercícios militares chineses simulam cerco à ilha de Taiwan após presidente de Taipé negar subordinação a Pequim

Exercícios militares chineses simulam cerco à ilha de Taiwan

No último domingo (13), as Forças Armadas da China deram início a exercícios militares que simulam um cerco à ilha de Taiwan. Essa ação ocorre dias após o presidente do território, Lai Ching-te, afirmar em seu discurso anual que não há relação de subordinação entre Pequim e Taipé.

Os exercícios envolvem a Marinha, a Força Aérea, a Força de Foguetes e outros setores do Exército de Libertação Popular. Movimentos táticos estão sendo realizados no Norte, Sul e Leste da ilha, além do estreito de Taiwan, com simulações de bloqueio de portos e ataques ao território.

Em 2022, a China disparou mísseis sobre a ilha após a visita de Nancy Pelosi, então presidente da Câmara dos EUA, a Taiwan. No entanto, os exercícios atuais não incluem fogo real ou áreas de exclusão aérea.

O discurso de Lai durante o “duplo dez”, o dia nacional de Taiwan, é considerado um dos mais importantes de um presidente da ilha, depois de seu discurso de posse em maio deste ano. Ele reforçou a independência e soberania de Taiwan, gerando tensões com Pequim.

Condenação e retaliação

O governo de Taiwan condenou os exercícios militares chineses como um ato provocativo e irracional. As forças de segurança da ilha foram colocadas em prontidão para possíveis cenários de confronto.

A China considera Taiwan parte integrante de seu território e vê qualquer movimentação separatista como uma ameaça à sua soberania. Os exercícios militares visam mostrar a força do país e dissuadir Taiwan de buscar sua independência.

Analistas internacionais observam com atenção as declarações dos presidentes de Taiwan, especialmente em relação ao uso da expressão “República da China” para se referir à ilha. Lai Ching-te usou esse termo diversas vezes em seu discurso, reforçando a identidade taiwanesa.

O Conselho de Relações Exteriores dos EUA destaca que o discurso de Lai não trouxe inovações retóricas significativas, mantendo a postura do Partido Democrático Progressista em relação à China.

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