Em meio a acusações mútuas e troca de farpas entre os candidatos a presidente, os vices acabam ficando em segundo plano, muitas vezes sendo apenas coadjuvantes nos debates e eventos de campanha. A figura do vice-presidente, que teoricamente deveria ser um importante aliado do presidente e contribuir para a governabilidade, acaba se tornando apenas um cargo simbólico, sem poder efetivo de decisão.
Essa falta de protagonismo dos vices tem levantado questionamentos sobre a relevância desse cargo na estrutura do governo e se seria necessária uma reforma para atribuir mais poderes e responsabilidades aos vice-presidentes. Afinal, se os vices não têm poder de influência, qual é a real importância de sua presença nas eleições e na administração do país?
Enquanto essa discussão não avança, os debates entre os candidatos a vice-presidente seguem mornos e pouco produtivos, com temas secundários sendo discutidos de forma superficial. A falta de destaque dado aos vices reforça a percepção de que esses cargos são apenas decorativos e não têm peso real na condução do governo.
Diante desse cenário, fica a reflexão sobre a necessidade de repensar o papel dos vices na política brasileira e de garantir que esses cargos tenham efetiva relevância e influência nas decisões do governo. Enquanto isso, o debate político segue marcado pela falta de protagonismo dos vices e pela constante dúvida sobre seu real poder e importância.