O clima político na Argentina está cada vez mais tenso devido à possível ação do presidente Milei em vetar o projeto de lei de financiamento universitário. Em entrevista à imprensa argentina, Alvarez argumentou que a lei em questão é abstrata, pois apresenta artigos sobre gastos em funcionamento e atualização de salários que podem se tornar inviáveis. Além disso, defendeu que a paritária não deve ser indicada pelo Congresso.
Promessa de veto aumenta tensão
A confirmação do veto prometido por Milei tende a aumentar ainda mais a tensão no domingo, quando o presidente irá pessoalmente à Câmara dos Deputados apresentar o orçamento nacional de 2025, algo que geralmente é realizado pelo Ministro da Economia. Organizações universitárias e movimentos sociais já anunciaram que irão às ruas de todo o país caso o veto seja concretizado.
O Conselho Superior da Universidade de Buenos Aires (UBA) já manifestou apoio à sanção da lei de financiamento universitário, ressaltando a importância da criação de parâmetros de distribuição do orçamento e de um critério de atualização para manter o poder aquisitivo da instituição.
Com um histórico recente de protestos contra as políticas educacionais do governo, como o ocorrido em abril com quase um milhão de manifestantes em Buenos Aires, a decisão de Milei em vetar o projeto de orçamento universitário será mais uma prova de fogo para sua gestão. Caberá aos deputados argentinos avaliar a decisão presidencial e decidir se manterão, parcialmente ou derrubarão o veto.