Promotoria arquiva caso de suposta ação de combate ao tráfico com indícios de alteração de cena do crime em Goiânia

Escândalo envolvendo policiais em ação de combate ao tráfico gera polêmica em Goiás


Em uma suposta ação de combate ao tráfico, a Polícia Militar de Goiás afirmou que atirou após disparos do piloto e de outros dois indivíduos que acabaram mortos durante a operação. No entanto, laudos anteriores do Ministério Público apontaram para uma possível alteração da cena do crime, contestando a narrativa de legítima defesa.


Além disso, os estojos das munições das armas dos policiais foram removidos do local, e as armas supostamente usadas pelos três mortos foram encontradas em uma caminhonete, retiradas da cena do crime. Em depoimento, os policiais não conseguiram explicar como as armmas foram parar no veículo. Apesar das irregularidades, o caso foi arquivado pela Promotoria alegando falta de provas.


Os corpos dos mortos foram retirados da cena do crime pela polícia alegando necessidade de atendimento médico, porém laudos cadavéricos indicaram que eles já estavam mortos após a ação policial. Com os corpos no local do crime, a perícia pôde realizar um trabalho mais preciso.

Candidato a deputado em GO


O candidato a deputado Pablo Marçal e o tenente-coronel Edson Raiado não se manifestaram sobre o caso quando procurados pelo UOL. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás solicitou que a demanda fosse encaminhada à Polícia Civil do estado, que não se pronunciou. A Polícia Militar de Goiás também não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem.


No mês de junho, Marçal afirmou ter contratado o tenente-coronel Raiado como segurança devido a ameaças que estaria sofrendo. Ele registrou ocorrência por ameaças de morte, supostamente motivadas pela sua intenção de concorrer nas eleições. Sua assessoria negou que Raiado estivesse atuando como segurança, caracterizando sua presença ao lado de Marçal como uma “ajuda de um amigo”.

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