Palácio do Planalto negocia ajuste no valor das emendas parlamentares para nova regra de correção conforme acordo no STF.




Palácio do Planalto negocia ajuste no valor das emendas parlamentares

Palácio do Planalto negocia com membros do Congresso Nacional ajuste no valor das emendas parlamentares

O Palácio do Planalto está em negociações com membros do Congresso Nacional para realizar um ajuste no valor das emendas parlamentares que servirá de base de cálculo para a nova regra de correção dessas verbas, como parte de um acordo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma proposta em discussão é alinhar as emendas parlamentares à regra geral do arcabouço fiscal, que permite uma expansão de despesas de até 2,5% acima da inflação ao ano.

No entanto, a simples aplicação dessa fórmula sobre os valores reservados às emendas em 2024 resultaria em uma fatia ainda maior sob controle dos parlamentares, o que o Executivo tenta evitar.

A proposta em consideração é ajustar o ponto de partida para calcular o novo limite das emendas no Orçamento, mas o tamanho desse ajuste ainda está em discussão.

Técnicos do governo defendem a exclusão de R$ 2,7 bilhões das emendas não impositivas, verbas carimbadas pelos parlamentares dentro da despesa discricionária do Executivo, que deveriam ser direcionadas para investimentos e custeio definidos pelo presidente Lula e seus ministérios.

Além disso, estão em debate possíveis reduções nas emendas de comissão, atualmente em R$ 15,5 bilhões, uma negociação mais delicada que enfrenta resistência no Legislativo.

As emendas impositivas individuais e de bancada, cuja execução é obrigatória, seriam integralmente mantidas, somando R$ 33,6 bilhões neste ano e prevendo um aumento para quase R$ 40 bilhões em 2025.


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