EUA busca acordos de cessar-fogo em Gaza enquanto reforça presença militar no Oriente Médio para evitar conflitos regionais



Visita de alto escalão dos EUA ao Oriente Médio em meio a tentativas de cessar-fogo em Gaza

Visita de alto escalão dos EUA ao Oriente Médio em meio a tentativas de cessar-fogo em Gaza

A visita ocorre em um momento crucial em que os Estados Unidos tentam fechar um acordo de cessar-fogo em Gaza entre Israel e o grupo militante palestino Hamas. Segundo o delegado Brown, esse acordo “ajudaria a baixar a temperatura” na região, caso seja alcançado com sucesso.

“Ao mesmo tempo, enquanto converso com meus pares, quais são as coisas que podemos fazer para impedir qualquer tipo de escalada mais ampla e garantir que estamos tomando todas as medidas apropriadas para evitar um conflito mais amplo”, disse Brown à Reuters antes de aterrissar na Jordânia.

O governo do presidente dos EUA, Joe Biden, tem buscado limitar as consequências da guerra entre Israel e Gaza, que já se arrasta por 11 meses. O conflito devastou grandes áreas de Gaza, provocou confrontos na fronteira entre Israel e o movimento Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano, e desencadeou ataques dos Houthis do Iêmen contra navios no Mar Vermelho.

Além disso, as tropas dos EUA têm sido alvo de ataques por milícias alinhadas ao Irã na Síria, no Iraque e na Jordânia. Nas últimas semanas, as forças armadas dos EUA reforçaram sua presença no Oriente Médio para se protegerem contra possíveis ataques do Irã ou de seus aliados, enviando o grupo de ataque do porta-aviões Abraham Lincoln para a região para substituir o grupo do porta-aviões Theodore Roosevelt.

Os EUA também enviaram um esquadrão de F-22 Raptor para a região, bem como um submarino de mísseis de cruzeiro, reforçando sua capacidade de responder a qualquer ameaça potencial.

“Trouxemos capacidade adicional para enviar uma mensagem forte para impedir um conflito mais amplo, mas também para proteger nossas forças caso sejam atacadas”, afirmou Brown, ressaltando a importância da proteção das forças norte-americanas como prioridade.


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