Escolas de Samba do Rio são acusadas de estipularem limite máximo de idade para componentes das alas, gerando críticas e revolta.




Escolas de Samba do Rio são acusadas de estipularem limite máximo de idade para componentes das alas

Escolas de Samba do Rio são acusadas de estipularem limite máximo de idade para componentes das alas

As Escolas de Samba do Rio estão enfrentando críticas e revolta entre foliões e antigos desfilantes após serem acusadas de estabelecerem um limite máximo de idade para os componentes das alas carnavalescas. De acordo com informações que circulam nas redes sociais, esse limite pode variar entre 50 e 60 anos, embora as escolas responsáveis ainda não tenham sido oficialmente divulgadas. Entre as instituições citadas pelos internautas estão a Vila Isabel e a Mangueira.

A decisão causou descontentamento, especialmente entre os mais velhos que dedicaram anos à tradição do carnaval carioca. Muitos veem a medida como uma exclusão injusta daqueles que, apesar da idade, continuam a contribuir com paixão e entusiasmo para os desfiles. “Em todas as escolas há muitos idosos que dão o sangue pela escola, se sacrificam nos ensaios, usam fantasias enormes e agora são deixados de lado?” comentou um internauta.

Outros foliões expressaram preocupação com a falta de renovação nas escolas e a ausência de jovens na maioria das alas, com exceção da bateria e da ala das passistas. “Não tem renovação nas escolas. Não tem jovens frequentando… só na bateria e na ala das passistas tem jovens. E agora barram quem sempre curtiu desfilar por causa da idade?” questionou um folião.

A Ala das Baianas, tradicionalmente composta por um grande número de idosos, também foi mencionada nas discussões. “Minha amiga desfilava todo ano comigo na Mangueira, mas este ano não fez a inscrição por receio de não ser aceita por já ter mais de 60 anos. Por isso, eu também não fui. É difícil ver jovens entrando na comunidade e ainda quererem limitar quem tem disposição só por causa da idade?” relatou outra pessoa. A Ala, que foi introduzida nas escolas de samba como uma homenagem a essas senhoras, não conta pontos individuais no desfile mas pesa sobre o quesito fantasia e evolução. É obrigatória e de acordo com o regulamento da LIESA (Liga das Escolas de Samba) deve conter no mínimo setenta componentes.

Alguns participantes e ex-integrantes das escolas atribuíram a decisão à necessidade das escolas de samba de se destacarem e vencerem no carnaval, o que requer ensaios exaustivos e um ritmo intenso que pode ser desafiador para os idosos. “Hoje, as escolas de samba querem a todo custo vencer o carnaval, e para isso é necessário treinamento intenso, ensaios exaustivos e deslocamento de componentes. Isso cansa muito, principalmente para os idosos. Além disso, a cobrança sobre os responsáveis pelas alas é grande, e algumas escolas já estão adotando o método de usar componentes mais jovens para garantir a harmonia e a evolução na Avenida” explicou um ex-desfilante.

Além das críticas sobre a idade, questões como a ventilação nas quadras durante os ensaios e o ritmo exigido também foram debatidas, destacando a necessidade de adaptar as exigências para garantir a inclusão e o bem-estar de todos os participantes, independentemente da idade.

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