Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais se destacaram nesse cenário, somando juntos 81,4% do total de prejuízos no Sudeste, demonstrando a liderança histórica nesse tipo de crime. A concentração de mercadorias em circulação e o Produto Interno Bruto (PIB) na região contribuem para tornar a região um alvo atrativo para quadrilhas especializadas em roubos de carga.
De acordo com o relatório “Análise de Roubo de Cargas” da nstech, empresa especializada em soluções de tecnologia para logística, o Brasil sofre com perdas econômicas entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão por ano devido a esse tipo de crime. A empresa atua no monitoramento de roubos de cargas para grandes transportadoras e embarcadoras do país, utilizando softwares e técnicas de gestão de riscos.
O vice-presidente de Inteligência de Mercado da nstech, Maurício Ferreira, ressaltou a atuação de quadrilhas organizadas no Sudeste, que se aproveitam da alta circulação de mercadorias na região para cometerem seus crimes. Além disso, ele apontou que as cargas de alto valor agregado são alvos preferenciais das quadrilhas, que geralmente atuam durante as noites e madrugadas para não levantarem suspeitas.
O relatório também mostrou que as cargas diversificadas e os gêneros alimentícios são os tipos de mercadoria mais visados pelos criminosos, com as áreas urbanas sendo os locais com maior incidência de roubos. As rodovias BR-116 e BR-050 foram apontadas como os trechos mais vulneráveis para o transporte de cargas, sendo alvos constantes de abordagens criminosas.
Diante desse cenário preocupante, é fundamental que as autoridades e as empresas atuantes no setor logístico estejam atentas e adotem medidas de segurança mais eficientes para combater os roubos de carga e proteger a economia do país. A colaboração entre o poder público e a iniciativa privada se faz necessária para enfrentar esse desafio crescente e garantir a integridade das operações logísticas no Brasil.