Autoridades argentinas colocam em quarentena navio vindo do Brasil por suspeita de caso de mpox; Tripulante apresenta sintomas compatíveis.

As autoridades sanitárias argentinas tomaram medidas drásticas ao colocar em quarentena um navio que saiu do Brasil devido a um tripulante apresentar sintomas suspeitos de mpox. O Ministério da Saúde argentino divulgou que a embarcação, com bandeira da Libéria, partiu de Santos (SP) e que o tripulante afetado, de nacionalidade hindu, mostra lesões cutâneas principalmente no tronco e no rosto, sendo isolado dos demais tripulantes.

O Ministério da Saúde argentino ativou um protocolo de emergência em saúde pública de importância internacional, solicitando controle sanitário para toda a tripulação e a coleta de amostras das lesões de acordo com as diretrizes da vigilância epidemiológica. O navio, destinado ao Porto San Lorenzo, em Santa Fé, permanecerá ancorado, com apenas equipes sanitárias autorizadas a entrar e ninguém autorizado a sair da embarcação.

Equipes da Vigilância Sanitária de Fronteira entrarão no navio com medidas de proteção apropriadas, inspecionarão a situação e manterão toda a tripulação em quarentena até que os resultados dos exames sejam divulgados. Até o momento, a Argentina não registrou casos da nova variante de mpox identificada em países africanos.

A situação alarmante levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar, recentemente, a crise do mpox no continente africano como uma emergência em saúde pública global devido ao risco de propagação mundial e uma possível nova pandemia. Mais de 15 mil casos suspeitos da doença foram reportados apenas na República Democrática do Congo, com 537 mortes.

No Brasil, após a declaração da emergência global pela OMS, o Ministério da Saúde implementou um Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para coordenar a resposta ao mpox no país. Desde a primeira emergência global da doença em 2022-2023, a vigilância do mpox tem sido uma prioridade para o Ministério da Saúde, que já está atualizando recomendações e planos de contingência para a doença no país.

Dados do ministério revelam que em 2024 foram notificados 709 casos confirmados ou prováveis de mpox no Brasil, um número consideravelmente menor em comparação aos mais de 10 mil casos notificados durante o pico da primeira emergência da doença em 2022. Desde então, 16 óbitos foram registrados, o mais recente em abril de 2023. A situação continua sendo monitorada de perto pelas autoridades de saúde para evitar a propagação desenfreada da doença.

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