OMS não recomenda mega lockdowns para conter mpox em emergência global, alerta diretor-geral em comunicado oficial.

A declaração de emergência global por mpox, feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), gerou uma série de boatos sobre possíveis mega lockdowns para conter a doença. No entanto, a entidade não recomendou aos Estados-membros a implementação de medidas extremas de isolamento social, como as que ocorreram durante a pandemia de covid-19.

No comunicado feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, foi ressaltada a preocupação com a rápida disseminação de uma nova variante de mpox na República Democrática do Congo e em países vizinhos. A entidade pediu uma ação coordenada para conter a situação e salvar vidas, mas não mencionou a adoção de mega lockdowns como estratégia.

Após a declaração, a OMS divulgou recomendações temporárias direcionadas a países com surtos de mpox, como a República Democrática do Congo, Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda. Entre as orientações estão o reforço da vigilância da doença, a coordenação da resposta à emergência e o apoio clínico, nutricional e psicossocial aos pacientes.

O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, afirmou que a mpox não é uma “nova covid” e destacou que a doença pode ser controlada com medidas adequadas. No Brasil, o Ministério da Saúde instalou um Centro de Operações de Emergência em Saúde para coordenar a resposta à mpox e está negociando aquisição emergencial de doses da vacina.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou a importância da vigilância e monitoramento da doença, enquanto a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, informou que o país está no nível 1 de alerta, com cenário de normalidade para mpox e sem casos da nova variante. O Brasil segue atento à evolução da situação e tomando as medidas necessárias para prevenir a propagação da doença no país.

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