Fabricante da vacina Jynneos solicita autorização para aplicação em adolescentes e prepara estudo em crianças de 2 a 12 anos.

A Bavarian Nordic, fabricante da vacina Jynneos contra a mpox, está buscando autorização da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para que a dose possa ser aplicada em adolescentes. Atualmente, a vacina é recomendada apenas para pessoas com 18 anos ou mais. A empresa se baseou em dados preliminares de um estudo encomendado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, que incluiu adolescentes de 12 a 17 anos e adultos com mais de 18 anos.

Segundo a Bavarian Nordic, os resultados mostraram que a vacina é igualmente eficaz e segura em ambos os grupos, com perfil de segurança semelhante após a aplicação de duas doses. Com base nesses dados, a empresa enviou à EMA um pedido para autorizar a vacinação de adolescentes.

Além disso, a empresa está se preparando para conduzir um ensaio clínico para avaliar a imunogenicidade e segurança da vacina em crianças de 2 a 12 anos, com o objetivo de expandir ainda mais a indicação do imunizante para populações mais jovens. O estudo será realizado na República Democrática do Congo e em Uganda, países onde a doença é endêmica e foi declarada uma emergência de saúde pública de interesse internacional.

No Brasil, o Ministério da Saúde está negociando com a Organização Pan-Americana da Saúde a compra emergencial de 25 mil doses da vacina Jynneos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já autorizou o uso emergencial da vacina durante a primeira emergência global de mpox em 2023. O ministério fez um pedido de renovação da autorização à Anvisa, reforçando a importância da vacinação seletiva e focada em públicos-alvo específicos.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou a importância da vigilância e do monitoramento em meio à nova emergência global de mpox. A secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, ressaltou a necessidade de ter uma reserva da vacina no Brasil, dada a escassez no mercado internacional. O Brasil está atualmente no nível 1 da OMS, o menos alarmante, com um cenário de normalidade para a doença e sem casos da nova variante identificada na República Democrática do Congo. O último óbito de mpox no país foi registrado em abril de 2023.

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