Rede estadual de Goiás tem o melhor desempenho do país no ensino médio
No último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) divulgado, as escolas estaduais de Goiás se destacaram, alcançando a maior média já registrada para o ensino médio público do Brasil, com um Ideb de 4,8. Esse excelente resultado foi apresentado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e Manuel Palácio, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
Goiás, juntamente com Pernambuco e Piauí, foram os únicos estados que conseguiram atingir ou superar as metas de aprendizado estabelecidas para o ensino médio. O MEC (Ministério da Educação) decidiu repetir as médias esperadas de 2021, e Goiás e Piauí conseguiram superar suas metas anteriores, enquanto Pernambuco as alcançou.
Além disso, o destaque do Ideb 2023 foi a rede estadual do Pará, que passou da penúltima colocação para o sexto melhor resultado em apenas dois anos. As escolas estaduais paraenses obtiveram um Ideb de 4,3, ultrapassando inclusive o desempenho de São Paulo.
Os resultados mostram uma melhora significativa no desempenho educacional da maioria das redes estaduais de ensino, com 20 dos 27 estados apresentando um aumento na média. Por outro lado, São Paulo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Paraíba, Roraima e Rio de Janeiro tiveram uma piora na avaliação.
Entendendo o Ideb
O que é o Ideb?
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica foi criado em 2007 pelo Inep para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino.
Como é calculado o Ideb?
O indicador é formado pelo desempenho dos estudantes no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e pelas taxas de aprovação escolar. Com esses componentes, é calculado um índice que varia de 0 a 10.
O Ideb estabelece metas?
Sim, as metas foram estabelecidas até 2021, mas ao não serem renovadas, não há novas metas para serem alcançadas este ano.
Quais são as críticas ao Ideb?
Especialistas apontam que o indicador é de difícil interpretação e não reflete as desigualdades educacionais. Algumas críticas também se referem ao formato de cálculo e às metas estabelecidas.