Uma força-tarefa composta por órgãos de segurança foi formada para resgatar os corpos das vítimas do voo 2283, que caiu em Vinhedo (SP) na tarde desta sexta-feira (9). O trabalho deve se encerrar após a retirada de três peças-chave para a investigação do acidente.
No sábado (10), por volta das 21h, uma equipe de 15 bombeiros estava trabalhando na retirada dos dois motores turboélice e da cauda da aeronave, logo após o resgate dos corpos das últimas vítimas. A tenente Laís Marcatti, porta-voz do Corpo de Bombeiros, informou que os motores e a cauda seriam retirados do local do acidente pela empresa aérea Voepass, responsável pela aeronave acidentada.
Após a entrega dos motores e da cauda à empresa, a responsabilidade pela retirada do restante da fuselagem, incluindo a cabine, ficará a cargo da companhia. A perícia e a investigação das causas do acidente serão conduzidas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
O resgate dos corpos das vítimas contou com mais de 60 bombeiros no sábado, além de profissionais das polícias Militar, Civil, Federal e da Aeronáutica. O último corpo foi resgatado pouco antes das 19h e transportado para São Paulo para identificação.
Uma das casas do condomínio Recanto Florido, local do acidente, deve permanecer interditada, e a área dos destroços continuará restrita por tempo indeterminado. O resgate revelou que os corpos estavam dispostos “como se estivessem sentados em seus respectivos assentos”, conforme relatou o capitão Michael Cristo, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
Além dos corpos, foi resgatado o corpo de um cachorro, identificado como cadela Luna, que viajava com uma família de venezuelanos a bordo.