Os dados de vigilância em 84 países indicam um aumento médio de 10% na taxa de testes positivos para covid-19, com destaque para um aumento de 20% na Europa. Além disso, o monitoramento das águas residuais realizado pela OMS sugere que a circulação do vírus pode ser muito mais intensa do que os números oficiais indicam, representando um risco para possíveis mutações mais perigosas.
Maria Van Kerkhove chamou atenção para o aumento de internações e mortes por covid-19 em diversos países, destacando que a circulação intensa do vírus durante esta época do ano não era esperada. A falta de compartilhamento adequado de dados por parte dos Estados-membros também foi ressaltada, com apenas um número reduzido de países fornecendo informações sobre hospitalizações, UTIs e mortes relacionadas ao vírus.
Outra preocupação levantada pela diretora da OMS foi a queda alarmante nas taxas de vacinação contra a covid-19, especialmente entre os grupos de profissionais de saúde e pessoas com mais de 60 anos. Maria enfatizou a importância da vacinação contínua e destacou a necessidade de medidas individuais para reduzir o risco de infecção e agravamento do quadro, incluindo a tomada de pelo menos uma dose da vacina a cada 12 meses, principalmente para aqueles pertencentes a grupos de risco.
Em meio às incertezas em relação ao futuro da pandemia, a mensagem da OMS é clara: o vírus está presente e é necessário manter as medidas de prevenção e vacinação para controlar a disseminação da covid-19 e suas possíveis consequências. A responsabilidade individual e a colaboração global são fundamentais para enfrentar esse desafio em curso.