Governo nicaraguense realiza operações em paróquias, ativistas denunciam cerco e intimidação das forças policiais no país.





Nos últimos dias, a polícia nicaraguense desencadeou operações em paróquias das dioceses de Matagalpa e Estelí, conforme relatado pela advogada e pesquisadora de temas da Igreja, Martha Patricia Molina, atualmente exilada nos Estados Unidos.

Segundo a ativista de direitos humanos nicaraguense, Haydee Castillo, também exilada nos Estados Unidos, na sexta-feira à noite Matagalpa estava sitiada por forças policiais e paramilitares.

Até o momento, o governo da Nicarágua optou por não se pronunciar sobre as denúncias feitas.

O presidente Daniel Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, acusam a Igreja de apoiar os protestos de 2018 contra o governo, que resultaram em mais de 300 mortes de acordo com a ONU, considerando-os uma tentativa de golpe de Estado apoiada por Washington.

Murillo chegou a descrever os religiosos como “filhos do demônio” ou “agentes do mal” que promovem o “terrorismo espiritual”.

O coletivo afirmou que essas operações representam a maior ofensiva desde dezembro de 2023, quando uma dúzia de sacerdotes foram detidos. Em janeiro deste ano, cerca de 30 religiosos foram liberados e enviados ao Vaticano.


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