A oposição tem divulgado supostas atas na internet que mostram a vitória do candidato Edmundo González, levando o governo dos Estados Unidos a reconhecer a vitória da oposição. Países como Brasil, México e Colômbia pedem a publicação dos dados desagregados e evitam reconhecer o resultado antes de uma auditoria institucional. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) divulgou que Nicolás Maduro venceu a eleição com 51,21% dos votos e Edmundo González teria ficado com 44%, porém, a oposição questiona os resultados devido à falta de publicação dos dados por mesa.
Segundo a legislação eleitoral venezuelana, o CNE tem 30 dias para publicar os resultados no Diário Oficial do país. No entanto, as auditorias previstas para após a votação ainda não foram realizadas devido a um atraso causado por um ataque cibernético, alegado pelo poder eleitoral do país.
Neste contexto de incertezas e desconfiança em relação aos resultados eleitorais, a convocação dos candidatos pelo TSJ marca um importante passo para a busca de transparência e legitimidade no processo democrático da Venezuela. A realização da perícia técnica e a verificação dos documentos das mesas de votação são essenciais para garantir a integridade do processo eleitoral e assegurar a confiabilidade dos resultados finais. A expectativa é que esta investigação traga esclarecimentos e fortaleça a credibilidade das eleições no país.