Segundo o Centro Carter, a autenticidade dos resultados eleitorais não pôde ser verificada e a falta de divulgação dos resultados por mesa eleitoral é considerada uma violação dos princípios eleitorais. A instituição, ligada ao ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, questiona a legitimidade do processo eleitoral venezuelano.
Por outro lado, apoiadores do governo argumentam que o CNE tem um prazo legal para apresentar os dados, conforme previsto no artigo 125 da Lei Orgânica dos Processos Eleitorais. O Conselho Eleitoral afirmou que sofreu um ataque hacker que atrasou a publicação dos resultados.
O Centro Carter, que monitora as eleições na Venezuela desde 1998, criticou duramente o pleito, alegando que não atingiu os padrões internacionais de integridade eleitoral. A organização apontou diversos problemas no processo eleitoral deste ano, como prazos curtos para registro de candidatos, dificuldades de inscrição para venezuelanos no exterior e desequilíbrios no acesso aos meios de comunicação.
Além disso, o Centro Carter destacou intervenções judiciais em partidos da oposição e questões nas inscrições de candidatos opositores, que prejudicaram a disputa. A falta de transparência na divulgação dos resultados eleitorais também foi apontada como um fator que comprometeu a lisura do processo.
O Centro Carter foi convidado pelo CNE para observar as eleições presidenciais de 2014 e elogiou o sistema eleitoral venezuelano em 2012. No entanto, a organização tem levantado questionamentos sobre a segurança e transparência dos processos eleitorais no país nos últimos anos, apontando para a necessidade de reformas e garantias de um ambiente democrático e justo.