Demolição de construções irregulares em loteamento clandestino de Inhoaíba causa prejuízo de R$5 milhões e revela esquema de venda ilegal

A demolição de construções irregulares em um loteamento clandestino de aproximadamente 350 mil metros quadrados em Inhoaíba, zona oeste do Rio de Janeiro, teve início nesta segunda-feira (29) pela Secretaria de Ordem Pública (Seop). As construções foram erguidas em uma área destinada à Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN), o que configura uma expansão da Comunidade Vilar Carioca.

Estima-se que os responsáveis pelas construções irregulares tenham causado um prejuízo de aproximadamente R$ 5 milhões. Moradores locais relataram que os lotes estavam sendo vendidos por milicianos da região, que realizaram a abertura de vias, implantação de rede elétrica e abastecimento de água sem a devida autorização das concessionárias responsáveis.

Durante a operação, foram identificados cerca de 200 lotes com obras em andamento. Cerca de 90% das construções estavam em fase inicial de obras, algumas com apenas muros erguidos, outras em fase de fundação e muitas abandonadas, em estado precário de conservação.

A Seop afirmou que o local não oferecia infraestrutura nem condições mínimas de habitabilidade para as pessoas que adquiriram os lotes de forma ilegal, sendo que não foram identificadas redes de saneamento básico e o esgoto era despejado a céu aberto. A ação contou com a participação de agentes da Polícia Militar, Rio Luz, Light e da Zona Oeste.

A demolição dessas construções irregulares busca combater a ocupação desordenada e ilegal do espaço, além de proteger áreas de preservação ambiental como a RPPN. A Seop ressaltou a importância de coibir esse tipo de atividade ilegal, que prejudica tanto o meio ambiente quanto as pessoas lesadas que adquiriram os lotes de forma irregular.

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