Jogador do Taubaté e mais dois jovens presos por estupro coletivo em Belo Horizonte: vítima relata agressões e nega consentimento.




Três jovens de classe média são presos acusados de estupro coletivo em Belo Horizonte

Três jovens de classe média são presos acusados de estupro coletivo em Belo Horizonte

Na cidade de Belo Horizonte, três jovens de classe média foram presos sob a acusação de estuprar e agredir coletivamente uma adolescente de 16 anos. Um dos acusados é Lucas Duarte Almeida, de 20 anos, jogador do clube de futebol Taubaté, de São Paulo.

De acordo com informações da Polícia Civil de Minas Gerais, os quatro jovens, que já se conheciam, resolveram sair juntos. Após passarem por uma boate, foram para a casa de um deles, localizada no bairro Palmares, na capital mineira.

A vítima relatou à polícia que estava no quarto com Almeida quando foi surpreendida pelos outros dois jovens, que a estupraram e a agrediram com socos, tapas e puxões de cabelo, mesmo diante dos pedidos dela para que parassem.

Após o ocorrido, a adolescente conseguiu retornar para sua casa, porém não teve coragem de contar para a mãe, apenas para a irmã. Comovida com o sofrimento da garota, a irmã relatou o caso à mãe dias depois, que então decidiu procurar a polícia.

O crime ocorreu no fim de março e foi denunciado no início de abril. Após exames de corpo de delito confirmarem as agressões, a Polícia Civil iniciou as investigações, que resultaram na Operação Coertione, deflagrada na semana passada.

O jogador de futebol, considerado o mentor do crime, se entregou às autoridades na última sexta-feira, enquanto os outros dois envolvidos, também jovens, já haviam sido presos anteriormente. A polícia informou que não divulgou as identidades dos suspeitos, sendo o nome do atleta descoberto pela imprensa por outras vias.

Os outros dois acusados alegaram às autoridades que a relação e as agressões foram consensuais, insinuando que a própria conduta da vítima, ao sair com eles para a balada e depois aceitar ir para o quarto com Almeida, indicava seu consentimento.

A chefe do Departamento de Família da polícia mineira, delegada Carolina Bechelany, destacou que o caso está sendo conduzido pela Delegacia Especializada em Proteção da Criança e do Adolescente e fez um apelo para que adolescentes e mulheres em situações semelhantes busquem ajuda policial.

Carolina ressaltou a importância de não culpabilizar a vítima em casos de violência sexual e enfatizou que o simples ato de registrar ou filmar atos de pornografia envolvendo crianças e adolescentes configura crime.

A delegada Letícia Muller, responsável pelo caso, afirmou que o jogador de futebol teria incitado as agressões, convidando os outros suspeitos para participarem do ato enquanto estava com a adolescente. Os três amigos devem ser indiciados por estupro qualificado e por gravação de cena de sexo com uma menor de idade, incorrendo em penas de prisão.

A reportagem não obteve retorno da defesa do jogador Almeida até o momento. O Taubaté Esporte Clube divulgou nota informando que não renovará o contrato com o atleta, conhecido como Lucão.


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