Erundina: a sindicalista que virou política e desafia o machismo
A baixinha e atarracada sindicalista paraibana, Erundina, é o oposto da esguia e imponente Kamala Harris. Fundadora do PT ao lado de Lula, ela se destacou na luta em defesa dos operários de Volta Redonda e na denúncia das violências praticadas pelo Exército durante a invasão da usina, logo após o fim da ditadura militar.
Em uma reviravolta impressionante, a mulher que o ex-prefeito Jânio Quadros não queria ver em seu lugar, virou o jogo em poucos dias. Apesar de estar em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Maluf e Leiva, Erundina conquistou a prefeitura de São Paulo, em uma campanha modesta conduzida pela militância petista nas periferias.
A vitória de Erundina foi atribuída à comoção gerada pelas mortes em Volta Redonda, demonstrando que a política é imprevisível e pode ser decidida por fatores simbólicos. Assim como Kamala, Erundina é conhecida por sua habilidade em discursos e debates, sem medo de enfrentar desafios.
Atualmente, aos 90 anos e em seu sétimo mandato como deputada federal, Erundina é a decana do Congresso Nacional, mantendo-se fiel às suas origens e princípios. Enquanto Maluf e Leiva foram esquecidos, sua trajetória é exemplo de perseverança e dedicação.
Em um mundo ainda dominado pelo machismo e misoginia, figuras como Erundina e Kamala representam uma luz de esperança. Em meio às trevas do passado, a atuação destas mulheres mostra que é possível construir um futuro mais inclusivo e igualitário.
Entre ditadura e democracia, neutralidade não é uma opção. O mundo está em constante transformação e a atuação política destas mulheres é fundamental para o avanço da sociedade. A esperança de um mundo melhor segue viva, impulsionada por figuras como Erundina e Kamala.
Que a vida siga seu curso, com a coragem e determinação dessas mulheres inspiradoras.