Prefeitura do Rio é pressionada a retomar funcionamento do Centro de Referência e Atendimento ao Imigrante após duas semanas de paralisação.

O Centro de Referência e Atendimento ao Imigrante (Crai-Rio), localizado no Rio de Janeiro, está com seu funcionamento interrompido há duas semanas, causando prejuízos nos serviços assistenciais prestados aos imigrantes, refugiados e apátridas em situação de vulnerabilidade. Essa situação levou os órgãos de defesa do cidadão a exigir que a prefeitura e a Secretaria Especial de Cidadania mantenham as políticas migratórias na agenda governamental.

A recomendação conjunta assinada pelos ministérios públicos Federal e estadual do Rio de Janeiro e pelas defensorias públicas da União e do Estado ressalta a importância do Crai-Rio, que foi inaugurado no início do ano passado como o primeiro centro de acolhimento e cidadania para imigrantes na capital fluminense. Antes da suspensão do atendimento, houve a interrupção do pagamento de salários da equipe, o que gerou instabilidade no funcionamento dos serviços.

Além de solicitar a retomada do funcionamento do centro, os órgãos pedem que a prefeitura adote as medidas necessárias para garantir a plena execução de todas as atividades assistenciais prestadas à população imigrante. Segundo a procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Aline Caixeta, é fundamental reconhecer as necessidades sociais dos imigrantes e garantir seu acesso aos direitos fundamentais e sociais por meio do centro de referência.

O Rio de Janeiro é o segundo estado que mais recebe imigrantes no Brasil, de acordo com dados do Portal de Imigração do Governo Federal. O Crai-Rio busca viabilizar a regularização migratória, oferecer acompanhamento psicológico, aulas de português e informática, e promover a integração social e econômica dos imigrantes.

Diante da suspensão dos salários dos profissionais e do fechamento do centro, os ministérios públicos federal e estadual buscam cooperar com o Ministério da Justiça e Segurança Pública na elaboração da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia. As instituições de defesa do cidadão enfatizam a importância dos Centros de Atenção para Migrantes nos Municípios como políticas públicas essenciais para garantir um atendimento adequado e qualificado aos imigrantes em vulnerabilidade.

Sair da versão mobile