Concursos de beleza como ferramenta de exploração econômica e imposição de padrões inatingíveis, apontam especialistas.

Concursos de Beleza como Reflexo da Exploração Feminina

Em uma entrevista exclusiva, a renomada especialista Perez expõe sua opinião sobre os concursos de beleza, enxergando-os como verdadeiros outdoors para o consumo desenfreado. Segundo ela, ao impor um padrão inalcançável para a maioria das mulheres, a indústria da beleza lucra exorbitantemente. A pressão para se adequar a esse padrão leva muitas mulheres a investir em remédios, academias, procedimentos estéticos, cirurgias e salões de beleza, gerando uma verdadeira máquina de constrangimento e exploração.

A professora alerta para as consequências desse estereótipo de beleza, questionando quem realmente se beneficia com uma imagem que não reflete a diversidade e a realidade das mulheres brasileiras. Para Perez, essa imposição de padrões contribui para a manutenção de uma estrutura de dominação, na qual as mulheres se sentem pressionadas a gastar recursos – financeiros e emocionais – para se encaixar em uma idealização inatingível.

Por sua vez, a historiadora Rosin ressalta a utilização da imagem da mulher brasileira como objeto de desejo em campanhas de turismo, reforçando estereótipos e distorcendo a realidade. O mercado turístico, segundo ela, se apropriou da ideia da mulher brasileira como voluptuosa e exuberante para promover o país como um destino de belezas naturais e femininas.

Apesar disso, nos últimos anos temos observado uma mudança nesse cenário, conforme destaca Perez. Movimentos sociais, grupos feministas e a própria mídia têm contribuído para ampliar a representatividade e valorização da diversidade. Mulheres negras, por exemplo, têm conquistado mais espaço na publicidade e na cultura, mostrando que a beleza vai além dos padrões estabelecidos.

Nesse contexto, tanto a pesquisadora quanto a historiadora defendem a valorização da diversidade como expressão máxima da beleza no Brasil. A idealização de um padrão de beleza irreal e inatingível, conforme apontam, apenas perpetua a cultura de exclusão e insatisfação.

Sair da versão mobile