América Latina avança contra a insegurança alimentar e mira redução drástica na desnutrição até o final da década, revela relatório da ONU




América Latina avança contra a insegurança alimentar, aponta relatório da ONU

Um relatório divulgado na quarta-feira (24) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) apontou um “progresso notável” da América Latina no combate à insegurança alimentar no último ano. A região está se destacando e se preparando para reduzir a população afetada pela desnutrição para menos de 5% até o final da década.

De acordo com o relatório, a região tem vivenciado melhorias significativas, especialmente na América do Sul, onde as taxas de fome diminuíram de mais de 10% em 2022 para cerca de 7% no ano passado. Isso coloca a América Latina como a única região do mundo a progredir no combate à fome em 2023, em comparação com os dados de 2022.

Os dados revelam que 14 milhões de pessoas na América do Sul saíram da categoria de “insegurança alimentar” em 2023, principalmente devido ao financiamento agrícola favorável e à melhoria na produção de alimentos e capacidade industrial, mesmo diante de eventos climáticos extremos agravados pelo aquecimento global na região.

O relatório destacou que a prevalência de insegurança alimentar moderada a grave na América Latina caiu de cerca de 30% em 2022 para 25% em 2023, o que representa aproximadamente 19 milhões a menos de pessoas passando fome. No entanto, as nações do Caribe e da América Central apresentaram pouco ou nenhum progresso nesse sentido.

O Haiti, uma nação insular caribenha, foi apontado como um caso preocupante, com altos índices de insegurança alimentar aguda. A violência de gangues na região tem causado deslocamentos em massa, deixando cerca de 5 milhões de haitianos, quase metade da população, enfrentando essa situação crítica.

Este texto foi publicado originalmente aqui.


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