Campanha de ódio contra Kamala Harris evidencia misoginia e racismo na disputa presidencial dos EUA.




Artigo sobre Kamala Harris

Tempestade de ódio contra Kamala Harris

Recentemente, a possibilidade de uma mulher negra se tornar a candidata favorita para enfrentar o radical de direita Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos causou uma onda de misoginia e racismo nas redes sociais. Kamala Harris tem sido alvo de ataques que a chamam de vadia, louca e até mesmo “retardada” (sic) por seus opositores.

Essa onda de ódio não é algo recente e tem sido inflamada pelo próprio Donald Trump. Em um comício no último sábado em Michigan, o candidato radical de direita se referiu a Kamala de maneira pejorativa, dizendo: “Eu a chamo de ‘Kamala risonha’. Vocês já viram ela rindo? Ela é maluca. Ela é louca.”. Esse tipo de discurso misógino por parte de Trump já antecipa o tom da campanha de ataques que pode ocorrer caso Kamala se torne candidata.

A misoginia contra uma mulher que busca ocupar um cargo de poder, especialmente quando enfrenta um adversário conhecido por sua postura machista, é um recurso utilizado para desqualificar a candidata. Insinuações sobre sua sanidade mental e relacionamentos pessoais são estratégias comuns para tentar minar a credibilidade de Kamala Harris.

Um exemplo disso é a disseminação de mensagens nas redes sociais que afirmam que Kamala só alcançou o poder por ter sido “amante de um famoso político democrata, um homem muito mais velho e casado”, se referindo a Willie Brown, ex-prefeito de São Francisco. No entanto, essa acusação foi desmentida pela agência de notícias Reuters em 2020, esclarecendo que o relacionamento de Kamala com Brown era público e ocorreu após a separação do político.

A campanha de ódio contra Kamala Harris é um reflexo da luta contra o sexismo e o racismo no cenário político atual. É importante reconhecer esses ataques como tentativas de deslegitimar a candidata e reforçar o compromisso com a igualdade e a justiça social.


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