A Convenção Democrata está se aproximando e, para muitos analistas políticos, será apenas um momento de consagração da candidata já praticamente escolhida. Kamala Harris, além de acessar os fundos de campanha de Biden e receber milhões em doações, teve até o logo da campanha alterado, mostrando sua ascensão.
Os estrategistas políticos agora concentram esforços na criação de novos fatos que mantenham os eleitores motivados. O apoio do ex-presidente Barack Obama, ainda não confirmado, é aguardado com expectativa, dada sua popularidade entre os democratas.
Dentro do partido, a disputa atual gira em torno da indicação do vice-presidente. De acordo com analistas políticos sediados em Washington, Kamala precisa de um vice que seja complementar a ela, preferencialmente um homem branco de um dos “swing states”, que têm papel crucial no colégio eleitoral dos EUA.
Nomes como os governadores Josh Shapiro, da Pensilvânia, Roy Cooper, da Carolina do Norte, e Mark Kelly, do Arizona, despontam como possíveis escolhas. Shapiro é considerado o favorito, pois uma vitória na Pensilvânia costuma ser determinante para o resultado final da eleição.
A missão do vice-presidente será assegurar pelo menos um desses estados pêndulo para os democratas, uma tarefa que se mostra desafiadora para Kamala. A escolha do parceiro de chapa pode definir o rumo da campanha e influenciar significativamente no resultado das eleições.