No mundo da moda, as tendências mudam rapidamente, influenciadas pelas redes sociais e plataformas digitais. O fenômeno “Tomato Girl”, um visual bronzeado de férias, pode se tornar a sensação de uma semana, enquanto na seguinte é a vez do luxo silencioso ou da estética coquette.
A indústria da moda sempre foi responsável por ditar padrões de beleza e comportamento, mas a era digital trouxe uma velocidade sem precedentes nesse processo. Um exemplo recente foi o blush gelatinoso que esgotou em 24 horas nos EUA devido à sua popularidade nas redes sociais. O surgimento das “Sephora Girls”, crianças entre 8 e 12 anos que compartilham suas rotinas de maquiagem e skincare, também reflete essa nova dinâmica.
Por trás dos vídeos aparentemente inocentes, há questões mais profundas que afetam a forma como crianças e adolescentes enxergam o mundo, incluindo questões de desigualdade socioeconômica, adultização precoce e problemas de saúde mental.
O antropólogo Michel Alcoforado, especialista no tema, destaca como essas tendências influenciam o consumo e moldam a identidade das gerações, apontando para a crescente ansiedade tanto em adultos como em jovens. Ele compartilha suas reflexões no episódio especial do Café da Manhã, disponibilizado no Spotify, plataforma parceira da Folha.
O programa, apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon, lança luz sobre os impactos das tendências virais e como elas estão transformando a sociedade. De segunda a sexta-feira, os ouvintes podem acompanhar as discussões do Café da Manhã, que abordam temas relevantes e atuais com profundidade e objetividade.