Professor brasileiro retido no aeroporto aguarda retorno ao país
O colega de Alef conseguiu embarcar pouco antes da reportagem entrar em contato com o professor. “Estou ansioso para voltar para casa e retomar minha rotina. A única opção que me resta é ficar aqui, aguardando a companhia aérea na esperança de conseguir embarcar em um voo de volta”.
Ele conta que a companhia aérea disponibilizou hospedagem e vouchers para alimentação. Ele voltou ao aeroporto após ficar hospedado na madrugada, e agora tenta novamente embarcar. É preciso aguardar em filas para conseguir os vouchers e talvez entrar em um voo para o Brasil.
Alef diz que está ansioso para reencontrar as duas filhas. “É uma situação muito ruim, elas estão me esperando para chegar em casa, presentes, o aguardado reencontro. Infelizmente, está sendo adiado em muitas horas e, talvez, alguns dias”.
A diretoria do Colégio Rio Christian School disse que está prestando assistência ao professor. “Entendemos o quão frustrante e desafiador é para nossos profissionais estarem longe de casa em uma situação como essa. Estamos oferecendo todo o apoio necessário e esperamos que a situação seja resolvida o mais breve possível,” afirmou Gabriel Frozi, fundador e CEO da instituição.
A American Airlines havia informado mais cedo que seus voos começaram a ser normalizados por volta das 6h (horário de Brasília). O UOL tenta contato com a companhia aérea após o relato do professor. Se houver resposta, o texto será atualizado.
Retomada de voos
Aeroportos brasileiros não tiveram sistema afetado, mas oito voos atrasaram. A Aena, que administra o aeroporto de Congonhas (SP) e outros 16 no Brasil, diz que cinco voos atrasaram em Recife, um em Campo Grande, um em Santarém (PA) e um em Monte Claros (MG), “por questões das companhias aéreas”. Segundo a concessionária, “os sistemas estão funcionando normalmente e não houve impacto às operações de pouso e decolagem”. Já o aeroporto de Guarulhos opera normalmente, informou a assessoria de imprensa.