Músico e professor da UnB, Clodo Ferreira morre aos 72 anos em Brasília após luta contra o câncer.

Nesta terça-feira (16), o mundo da música e da cultura brasileira lamenta a perda de Clodomir Souza Ferreira, conhecido como Clodo Ferreira. Aos 72 anos, o músico, compositor, instrumentista e professor da Universidade de Brasília (UnB) faleceu no Hospital de Brasília, onde lutava contra um câncer.

Natural de Teresina, no Piauí, Clodo deixou sua marca na história da música brasileira ao lado de seus irmãos Climério e Clésio. Suas composições foram imortalizadas nas vozes de grandes artistas como Dominguinhos, Fafá de Belém, Elba Ramalho, Milton Nascimento, Ney Matogrosso e tantos outros.

Aos 12 anos, o músico mudou-se para Brasília, onde aos 15 anos deu início a sua trajetória musical. Um dos pontos altos de sua carreira foi a composição da música “Revelação”, eternizada na voz de Fagner. Clodo Ferreira marcou presença na capital do país e influenciou gerações de músicos em sua jornada.

Seu primeiro álbum, “Chope no Escuro”, foi lançado em 1974, seguido por “São Piauí” e “Chapada do Corisco”. Ao longo das décadas de 1970 e 1980, suas composições ganharam cada vez mais destaque, sendo interpretadas por diversos artistas renomados.

Além de sua contribuição para a música brasileira, Clodo Ferreira foi professor na Faculdade de Comunicação da UnB, lecionando disciplinas como Criatividade em Publicidade e Comunicação e Música. Mesmo com suas atividades acadêmicas, o músico lançou diversos álbuns ao longo dos anos, mantendo seu vínculo com a arte e a cultura.

Sua partida deixa um vazio na cena musical brasileira, mas seu legado permanecerá vivo nas melodias e versos que encantaram tantas pessoas ao longo dos anos. Clodo Ferreira deixa sua esposa Helô e seus filhos Pedro e João Ferreira, sendo lembrado não apenas como um talentoso artista, mas também como um educador dedicado e uma inspiração para muitos.

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