Em uma conferência de doadores realizada em Nova York, o Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo enfático para a proteção da UNRWA, ressaltando a importância de preservar a equipe e o mandato da agência. Guterres afirmou: “Deixem-me ser claro: não há alternativa à UNRWA.”
Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, há tempos vem pedindo a dissolução da agência, acusando-a de incitar sentimentos anti-Israel. Além disso, o Congresso de Israel chegou a classificar a UNRWA como uma organização terrorista.
Após o ataque ocorrido em 7 de outubro contra Israel, que resultou em uma escalada de conflitos na Faixa de Gaza, diversos países suspenderam o financiamento à agência. No entanto, a maioria dos doadores já retomaram suas contribuições, enquanto a ONU conduz uma investigação interna para esclarecer os fatos.
Ao longo do conflito na Faixa de Gaza, 195 membros da UNRWA perderam a vida. Guterres destacou que a agência também tem sido alvo de violentos protestos e campanhas difamatórias, impactando o trabalho de sua equipe.
Em relação às alegações de mau tratamento e tortura por parte das forças de segurança de Israel, o Secretário-Geral da ONU ressaltou a gravidade das denúncias e a necessidade de proteger os funcionários da agência.
Criada em 1949 pela Assembleia Geral da ONU, após a primeira guerra árabe-israelense, a UNRWA conta com o apoio de 118 países, que assinaram uma declaração conjunta em defesa da agência e de seu trabalho essencial na região.