Confusão racial após jogo do Bahia resulta na prisão de técnico por injúria: zagueira relata xingamento “macaca” no campo.

A noite da última segunda-feira foi marcada por um evento histórico para a zagueira Suelen Santos, do Bahia. A jogadora garantiu o acesso do time à Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de 2025, após um empate sem gols contra o JC Futebol Clube-AM. Apesar do resultado positivo, a comemoração foi ofuscada por um episódio lamentável de racismo.

Ao final da partida, uma confusão tomou conta do gramado do Estádio de Pituaçu, em Salvador. Suelen alegou ter sido alvo de xingamentos racistas por parte do técnico do time adversário, Hugo Duarte. A arbitra do jogo e a Polícia Militar precisaram intervir para separar a briga e encaminhar os envolvidos à Central de Flagrantes. Hugo Duarte foi preso suspeito de injúria racial, negando as acusações feitas por Suelen.

É importante ressaltar que, em janeiro do ano passado, o presidente Lula sancionou uma lei que equipara o crime de injúria racial ao de racismo, com penas mais severas. O crime de racismo é inafiançável e imprescritível, demonstrando a gravidade da situação.

Nas redes sociais, Suelen se manifestou contra o racismo e afirmou que não irá se calar diante da discriminação. Tanto o Bahia quanto o JC Futebol Clube emitiram notas oficiais repudiando o ocorrido e declarando solidariedade à jogadora. Ambos os clubes se comprometeram a investigar o caso e tomar as medidas necessárias para garantir que situações semelhantes não voltem a acontecer.

Em meio à alegria da conquista e à luta contra o racismo, Suelen Santos e o Bahia seguem firmes em sua trajetória, buscando promover a igualdade e a justiça no esporte e na sociedade como um todo. A esperança é de que episódios como esse não se repitam e que o respeito e a diversidade prevaleçam no futebol e em todas as áreas da vida.

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