Essas câmeras, distribuídas pela cidade, têm suas imagens centralizadas no espaço que foi inaugurado hoje. O sistema também está integrado ao banco de imagens de pessoas desaparecidas da Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Dessa forma, caso haja uma semelhança entre o rosto de uma pessoa registrada como desaparecida e o de alguém captado pelas câmeras, um aviso é emitido para que um agente municipal de segurança possa realizar a verificação.
Além disso, a prefeitura anunciou a expectativa de integrar o sistema com o cadastro de pessoas procuradas pela Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em breve. Durante a inauguração do Smart Sampa, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que a integração está próxima de ser concretizada, necessitando apenas a formalização da assinatura para começar a funcionar este mês.
No entanto, o uso do reconhecimento facial gerou questionamentos, tanto por parte do Tribunal de Contas do Município (TCM) quanto por meio de ações judiciais. O projeto chegou a ser suspenso por uma decisão judicial e posteriormente liberado em maio do ano passado. O juiz Luis Manuel Fonseca Pires, que suspendeu o projeto em um primeiro momento, alegou riscos de violações à Lei Geral de Proteção de Dados e de ameaças aos direitos fundamentais.
Apesar das controvérsias, a prefeitura conseguiu liberar a licitação das câmeras após responder aos pontos levantados durante a análise do TCM. O prefeito criticou as ações judiciais que atrasaram o projeto, enfatizando que o objetivo era apenas impedir o avanço da cidade.
Durante o evento de lançamento, foram apresentados resultados preliminares do sistema, com sete pessoas desaparecidas identificadas e mais de 80 prisões realizadas. O secretário municipal de Segurança Urbana, Junior Fagotti, ressaltou que, até o momento, o sistema operou com 100% de acerto na identificação de pessoas desaparecidas, e que quando estiver totalmente funcional, abordará indivíduos com alta similaridade com foragidos. A expectativa é que mais 20 mil câmeras privadas se integrem ao sistema, totalizando 40 mil equipamentos. A prefeitura já assinou decreto para permitir a utilização de imagens de câmeras do setor privado, entre outros, aumentando a eficiência do monitoramento na cidade de São Paulo.