Clínica estética em Goiânia é alvo de investigações por exercício ilegal da medicina
Uma grave denúncia de exercício ilegal da medicina veio à tona em Goiânia. A suspeita, que se dizia biomédica, não possuía formação na área, de acordo com as investigações em andamento. A delegada responsável pelo caso, Débora Melo, revelou que a dona da clínica nunca cursou uma faculdade de biomedicina e não possuía registro no Conselho Regional de Biomedicina.
Além disso, a dona da clínica não mantinha prontuários dos pacientes e não solicitava exames prévios para realização dos procedimentos. Também não formalizava a relação com os clientes por meio de contratos de prestação de serviços. Segundo a delegada, os pacientes simplesmente chegavam, pagavam, faziam o procedimento e saíam, sem nenhum respaldo documental.
A responsável pela clínica poderá enfrentar acusações por exercício ilegal da medicina, execução de serviço de alto grau de periculosidade e indução do consumidor ao erro sobre a qualidade dos serviços e produtos oferecidos. Além disso, será investigada por possível lesão corporal seguida de morte.
“Precisamos, sobretudo, esperar a conclusão do laudo pericial em relação à Aline, porque a certidão de óbito saiu como morte a esclarecer. A gente precisa saber se há como comprovar o vínculo entre a morte e o procedimento estético que ela realizou. Mas o que os parentes da vítima alegam é que Aline estava em perfeito estado de saúde até o momento em que ela fez o procedimento com o PMMA.”
Débora Melo, delegada responsável pela investigação
Relembre o caso
Aline passou mal logo após fazer o procedimento estético, em 23 de junho. A aplicação foi realizada em Goiânia e a influenciadora voltou para Brasília em seguida. Seis dias depois, em 29 de junho, ela foi internada em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva).